Fundado em 1808 pelo rei Dom João VI de Portugal, o Banco do Brasil (BB) é o banco mais antigo do Brasil e uma das instituições financeiras em operação contínua mais antigas do mundo. Com sede em Brasília, o banco atende, aproximadamente, 88 milhões de clientes em 13 países, incluindo Estados Unidos, Japão e Alemanha. Seu portfólio abrange serviços bancários para pessoas físicas, financiamento ao agronegócio, serviços corporativos e governamentais, além de uma ampla gama de ofertas digitais que promovem soluções financeiras acessíveis e inovadoras.
O BB também é amplamente reconhecido por sua liderança em sustentabilidade. Premiações de organizações como a Corporate Knights, que nomeou o banco como o mais sustentável do mundo quatro vezes por meio do ranking Global 100, refletem o compromisso de longo prazo da instituição com o crescimento responsável e o impacto social e ambiental.
Com cerca de 4.000 agências e uma plataforma abrangente de serviços bancários digitais e móveis, o BB busca melhorar vidas e apoiar um futuro mais forte para as comunidades que atende. Aproximadamente 94.000 colaboradores dão suporte às suas operações globais, incluindo um setor de de TI que conta com 6.000 funcionários e 4.000 colaboradores de várias empresas prestadoras de serviço, responsáveis por gerenciar a infraestrutura de computação e armazenamento, sistemas internos de ERP, dispositivos dos funcionários e uma ampla rede de ATMs.
Visão geral
Com a utilização do SUSE Linux Enterprise Server e SUSE Linux Enterprise Desktop, o Banco do Brasil modernizou a sua rede de ATMs, uma das maiores do mundo, que há cerca de sete anos contava com mais de 43.000 equipamentos. Essa modernização permitiu acelerar o desenvolvimento de aplicativos para esse tipo de equipamento em 74% e reduziu o time-to-market em 5x, entregando serviços financeiros seguros e com alta disponibilidade para milhões de pessoas.
O expressivo crescimento do uso do mobile, aliado à convergência das funcionalidades de saque e depósito, proporcionada pela adoção pioneira de ATMs recicladores, permitiu a redução do parque de ATMs para cerca de 23 mil máquinas, acompanhando a tendência dos demais grandes bancos.
Modernizando uma frota de ATMs envelhecida
No passado, o BB dependia de uma infraestrutura descontinuada amparada no sistema operacional IBM OS/2 para manter as operações do dia a dia, tanto em servidores quanto em desktops. Para aumentar o desempenho e ganhar flexibilidade, o banco migrou suas aplicações para uma combinação fragmentada de distribuições Linux, incluindo openSUSE, Red Hat, Conectiva e Mandrake. No entanto, esse ambiente com múltiplos sistemas operacionais era excessivamente complexo , difícil de gerir e suportar e com menor eficiência operacional.
O Banco reconheceu que, para manter operações otimizadas para suas aplicações de missão crítica, precisaria de um sistema robusto, padronizado e de classe empresarial, e a partir de 2013 começou a adquirir subscrições SUSE Linux Enterprise Server e Desktop até que em 2017 padronizou nesta distribuição o seu parque de terminais de agência e seguir aumentando a quantidade de servidores virtualizados. Ao longo dos anos, as soluções SUSE provaram ser confiáveis, mas, à medida que o BB continuou crescendo e evoluindo sua oferta, novos desafios operacionais surgiram.
Em especial, o BB enfrentou desafios com sua rede de ATMs. Os ATMs normalmente têm um ciclo de vida de 10 a 13 anos, o que significa que o banco precisa manter o sistema operacional moderno e seguro em hardware antigo se quiser evitar substituições dispendiosas. Ao mesmo tempo, o BB buscou utilizar infraestruturas modernas de segurança, como cripto processadores Trusted Platform Module (TPM), já presente em parte do parque para proteger os ATMs em um cenário de ameaças cibernéticas em rápida evolução. Esses desafios foram agravados pelo fato de que os ATMs dependem de dispositivos periféricos proprietários, como leitores de cartão, scanners biométricos e dispensadores de cédulas, que exigem integração de drivers personalizados.
Em paralelo, o Banco buscou transformar e otimizar seus processos de desenvolvimento, ajudando sua grande equipe a empacotar e implantar drivers e softwares de forma mais rápida, ao mesmo tempo em que permanecia em conformidade com as rigorosas regulamentações de segurança do setor financeiro.
“Com as soluções SUSE, conseguimos criar uma esteira de implantação automatizada. Os desenvolvedores do BB não enfrentam mais o chamado dependency hell. Eles simplesmente enviam o código, e o OBS o empacota automaticamente para implantação.”
Berthonio de Medeiros Lucena,
Gerente de TI,
Banco do Brasil
Por que Atualizar o SUSE Linux dos ATMs?
O Banco do Brasil decidiu maximizar sua infraestrutura ao iniciar o movimento de migrarção seus ATMs, que executam aplicações bancárias proprietárias, para as versões mais recentes do SUSE Linux Enterprise, em uma implantação faseada, tal qual já faz com seu parque de estações de trabalho desde 2017. Essa migração viabilizará a utilização de recursos modernos de segurança no hardware existente, sem a necessidade de substituições dispendiosas. Para agilizar essa atualização em larga escala, o BB utiliza o componente AutoYaST do SUSE Linux. O AutoYaST permite que o sistema operacional detecte o ambiente de hardware e se configure automaticamente de acordo com o modelo específico, os periféricos e a localização, viabilizando implantações rápidas e sem intervenção manual em uma rede geograficamente distribuída por todo o vasto território brasileiro.
Impacto para o usuário interno
Além da rede de ATMs, a partir de 2017, o BB padronizou o uso do SUSE Linux Enterprise Desktop em suas estações de trabalho utilizadas nos caixas e atendimento negocial das agências, além das utilizadas pelos desenvolvedores. Ao unificar o sistema operacional tanto para o desenvolvimento quanto para as operações de caixa e ATMs, o BB aumentou a segurança de seu código de missão crítica e impulsionou a produtividade dos desenvolvedores.
Um fator-chave para a decisão do Banco de aprofundar essa parceria foi a dedicação da SUSE à inovação. Por exemplo, o Open Build Service (OBS) possibilita o armazenamento, compilação e empacotamento de uma ampla cadeia de softwares de forma segura, padronizada e rastreável. Com o OBS, o banco pode gerir vários códigos-fonte de fornecedores de hardware, compilar e empacotar aplicações, incluindo drivers e agentes de segurança, e distribuir pacotes RPM padronizados para uso consistente por suas soluções com menor esforço e taxa de erro de seus desenvolvedores.
O SLES na nuvem privada do BB
Após confiar nas soluções SUSE por mais de 15 anos, o BB decidiu consolidar sua parceria com a SUSE ao tornar o SUSE Linux Enterprise Server parte da base estratégica de suas operações de missão crítica. Por exemplo, o BB continua a utilizar a solução SUSE como o sistema operacional de uma boa parte das máquinas virtuais (VMs) em sua infraestrutura centralizada de nuvem privada.
Ao longo dos anos, o SUSE Linux Enterprise Server tem entregado confiabilidade sólida e segurança de nível empresarial, suportando de forma contínua workloads diversos, desde serviços internos até clientes externos atendidos pela infraestrutura de hospedagem do BB, sendo atualmente o sistema operacional padrão para novas instâncias de servidores virtualizados.
Por que SUSE Premium Support?
Como parte de sua padronização com SUSE Linux Enterprise Server e Desktop, o BB buscava a segurança de um suporte confiável, de nível empresarial. Com milhões de clientes e órgãos governamentais dependentes de serviços disponíveis 24 horas por dia, o Banco precisa ser capaz de corrigir quaisquer problemas com rapidez. O BB escolheu o SUSE Premium Support, que oferece acesso direto a um especialista SUSE de confiança designado, para garantir a resolução ágil de seus serviços críticos.
“SUSE’s Open Build Service e o Premium Support elevaram consideravelmente o nível dos serviços prestados pela SUSE ao Banco do Brasil”, comenta Ricardo Rocha Pires, Gerente Técnico do Banco do Brasil. “Eles viabilizaram a integração do nosso complexo e vasto ambiente com uma enorme quantidade de soluções de hardware e software adquiridas pelo Banco do Brasil de outros fornecedores ao longo destes últimos 15 anos, além de oferecer um framework que impulsionou a produtividade dos nossos desenvolvedores.”
O impacto das soluções SUSE
Suporta serviços financeiros críticos em todo o mundo
Ao padronizar o uso do SUSE Linux, o BB conseguiu manter sua ampla rede de TI por mais de uma década com uma equipe interna enxuta. Atualmente, o SUSE Linux suporta soluções presentes em aproximadamente 55.000 terminais, entre eles os ATMs, terminais de emissão de senhas e chamadas de cliente, além das estações de trabalho dos caixas e parte do atendimento negocial. Com as soluções SUSE atuando como a base das operações críticas, o BB pode fornecer serviços altamente disponíveis e confiáveis para milhões de pessoas.
A nuvem privada do Banco hospeda mais de 63.000 VMs, das quais 60% executam SUSE Linux Enterprise Server. Essa infraestrutura oferece suporte não apenas às operações internas do BB, mas também a serviços nacionais, como a plataforma de pagamentos instantâneos PIX, que permite transferências imediatas, 24 horas por dia, entre pessoas físicas, empresas e órgãos governamentais. O PIX é o principal sistema de pagamentos do Brasil, criado pelo Banco Central do Brasil, com mais de 70% da população utilizando-o para realizar transações. Em 2024, o PIX foi responsável por mais de 64 bilhões de transações, movimentando cerca de R$26,5 bilhões (ou aproximadamente US$5 bilhões), conforme dados do Banco Central do Brasil. Estima-se que o BB processe, em média, mais de 33.000 transações por segundo.
Automatiza a configuração de hardware
A utilização do SUSE Linux Enterprise desktop, possibilitou ao BB padronizar e reaproveitar softwares instalados numa vasta variedade de hardwares que compõem um parque de dezenas de milhares de máquinas. Em particular, o uso do AutoYaST permitiu que o banco automatize sua vasta rede de computadores, liberando a equipe de TI para se concentrar em outras atividades.
A flexibilidade do SUSE Linux Enterprise Server permitiu que o BB utilize versões mais recentes do sistema operacional em hardwares mais antigos, mantendo desempenho e mitigando riscos de segurança. Atualmente, os ATMs do BB contam com solução de identificação via certificados digitais que possibilita ações controle de acesso à rede, ajudando a proteger o banco e seus milhões de usuários contra fraudes financeiras e ameaças cibernéticas.
Ao migrar os ATMs para a versão atualizada do SUSE Linux Enterprise Desktop, o BB também pode evitar substituições prematuras de hardware, apoiando operações mais econômicas e alinhadas às metas de sustentabilidade do banco possibilitar o aumento da segurança do ambiente.
Permite time-to-market 5x mais rápido
O SUSE Linux Enterprise Desktop oferece suporte a cerca de 1.000 estações de trabalho de desenvolvedores e 20.000 estações de caixa/atendimento no BB. Ao utilizar o OBS, uma tecnologia central da SUSE usada para construir e empacotar o próprio SUSE Linux Enterprise Desktop, o BB implementou pipelines modernas de CI/CD em toda a sua infraestrutura.
O OBS é utilizado internamente para coordenar, padronizar e publicar mudanças no ambiente do BB, desde softwares e drivers de ATMs até workloads de soluções para Desktops. Embora o OBS não seja um produto comercial independente, ele desempenha um papel crítico para garantir consistência, segurança e repetibilidade, utilizando as mesmas ferramentas de nível industrial que a SUSE emprega para manter suas distribuições corporativas.
Como resultado, o BB reduziu o tempo de desenvolvimento em até 74% e encurtou o time-to-market para novos recursos de terminais e servidores em até cinco vezes.
“Com as soluções SUSE, conseguimos criar uma esteira de implantação automatizada”, explica Berthonio de Medeiros Lucena, Gerente de TI. “Os desenvolvedores do BB não enfrentam mais o chamado dependency hell. Eles simplesmente enviam o código, e o OBS o empacota automaticamente para implantação.”
Aumenta a produtividade e a segurança dos desenvolvedores
A adaptabilidade do SUSE Linux Enterprise Desktop capacita a grande equipe de desenvolvimento do BB a se manter ágil e segura. Por exemplo, o banco desenvolveu uma loja de aplicativos de autoatendimento personalizada no GNOME, o ambiente de desktop padrão do SUSE Linux Enterprise Desktop, que simplifica as operações ao fornecer aplicações previamente preparadas para uso pelos desenvolvedores. Isso também reforça a segurança, já que o BB não precisa mais conceder privilégios administrativos aos desenvolvedores em suas estações de trabalho para que possam utilizar aplicações e drivers.
“Nossos desenvolvedores trabalham com linguagens que vão de COBOL e C a Python, Node.js e Java”, afirma Pires. “O SUSE Linux Enterprise Desktop tem a flexibilidade e o poder necessários para atender a todas essas necessidades.”
O impacto do SUSE Premium Support
Além de tempos de resposta rápidos, o SUSE Premium Support oferece ao Banco do Brasil um engenheiro de suporte designado, que construiu ao longo do tempo um profundo conhecimento do ambiente do banco. Atuando como uma ponte técnica entre o BB, a SUSE e os diversos fornecedores de hardware que fornecem sistemas e periféricos de ATMs, esse profissional desempenha um papel fundamental na coordenação de correções, validação de drivers e alinhamento de mudanças em todo o ecossistema. Essa relação de trabalho próxima também apoia o planejamento estratégico e o desenvolvimento de soluções personalizadas, adaptadas à infraestrutura altamente especializada do BB.
“Ao longo dos anos, a SUSE nunca descumpriu o SLA de 15 minutos para resposta inicial a um chamado”, diz Pires. “E, diferentemente de outros fornecedores, nosso engenheiro do SUSE Premium Support é proativo, fornecendo patches de kernel personalizados e recompilações em poucos dias quando surgem problemas específicos de incompatibilidade com hardwares.”
O que vem a seguir para o Banco do Brasil?
Atualmente, o BB continua a migração faseada para a versão mais recente do SUSE Linux em sua frota de ATMs, fortalecendo ainda mais a segurança de sua ampla rede.
Olhando para o futuro, o banco está avaliando a possível adoção do SUSE Multi-Linux Manager para criar um console centralizado único para gerenciamento e aplicação de patches em seus ambientes SUSE Linux, com flexibilidade para dar suporte a implantações híbridas ao longo do tempo.
“A SUSE oferece uma verdadeira parceria”, conclui Lucena. “Particularmente em nosso projeto de modernização dos ATMs, a equipe da SUSE está atuando como uma extensão da nossa equipe de engenharia. Estamos ansiosos para explorar como outras soluções SUSE podem nos ajudar a otimizar operações e fortalecer nossa posição no setor financeiro.”
O BB também demonstra interesse em explorar as capacidades de IA recentemente anunciadas do SUSE Linux Enterprise Server 16, e como esses recursos podem ajudar a otimizar ainda mais a operação diária de seus servidores, desktops e ATMs.