12.0 O carregador de boot GRUB

Este capítulo descreve como configurar o GRUB (Grand Unified Bootloader), o carregador de boot usado no SUSE® Linux Enterprise Desktop. Há um módulo especial do YaST disponível para ajustar todas as configurações. Se você não estiver familiarizado com a ideia de entrar para o Linux, leia as seções a seguir para obter algumas informações de apoio. Este capítulo também descreve alguns problemas frequentemente encontrados quando se inicializa com o GRUB e mostra as soluções para eles.

NOTA: Ausência do GRUB em máquinas que usam UEFI

Sistematicamente, o GRUB é instalado em máquinas equipadas com BIOS tradicional e em máquinas com UEFI (Unified Extensible Firmware Interface) que usam um CSM (Compatibility Support Module — Módulo de Suporte de Compatibilidade). Em máquinas com UEFI sem CSM habilitado, o eLILO será instalado automaticamente (desde que o DVD1 tenha sido inicializado com êxito). Consulte a documentação do eLILO em /usr/share/doc/packages/elilo/ no seu sistema para obter os detalhes.

Este capítulo se concentra no gerenciamento de boot e na configuração do carregador de boot do GRUB. O procedimento de boot como um todo é detalhado no Seção 11.0, Inicializando e configurando um sistema Linux. O carregador de boot representa a interface entre a máquina (BIOS) e o sistema operacional (SUSE Linux Enterprise Desktop). A configuração do carregador de boot influencia diretamente o boot do sistema operacional.

Os termos a seguir aparecem com frequência neste capítulo e talvez precisem de alguma explicação:

MBR (Master Boot Record)

A estrutura do MBR é definida por uma convenção que independe do sistema operacional. Os primeiros 446 bytes são reservados para o código do programa. Normalmente, eles contêm parte de um programa carregador de boot ou um seletor de sistema operacional. Os 64 bytes seguintes fornecem espaço para uma tabela de partição de até quatro entradas. A tabela de partição contém informações sobre o particionamento do disco rígido e sobre os tipos de sistema de arquivos. O sistema operacional precisa dessa tabela para lidar com o disco rígido. Com o código genérico convencional no MBR, exatamente uma partição deve ser marcada como ativa. Os dois últimos bytes do MBR devem conter um número mágico estático (AA55). Um MBR que contém um valor diferente é tido como inválido por alguns BIOS, não sendo considerado para o boot.

Setores de Boot

Os setores de boot são os primeiros setores das partições do disco rígido, com a execução da partição estendida, que serve meramente como container para outras partições. Esses setores de boot têm 512 bytes de espaço para o código usado para inicializar um sistema operacional instalado na partição respectiva. Isso se aplica aos setores de boot das partições DOS, Windows e OS/2 formatadas, que também contêm alguns dados básicos importantes do sistema de arquivos. Os setores de boot das partições Linux, ao contrário, ficam inicialmente vazias após a configuração de um sistema de arquivos diferente do XFS. Portanto, uma partição Linux não é inicializável por si mesma, mesmo que contenha um kernel e um sistema válido de arquivos raiz. Um setor de boot com código válido para inicializar o sistema tem o mesmo número mágico que o MBR em seus dois últimos bytes (AA55).